Nioaque, 02 de Maio de 2011.
TERCEIRO ENCONTRO DO GESTAR II – LÍNGUA PORTUGUESA
O terceiro encontro do Gestar II – Língua Portuguesa aconteceu em uma das salas da Faculdade Uniderp Interativa de Nioaque no dia 02 de maio de 2011 em período integral.
Acolhi os cursistas com a música “Deus te quer sorrindo” e iniciamos os nossos trabalhos com a análise e discussão das atividades realizadas com os alunos da TP3 – Unid. 09 e 10. Alguns professores não trouxeram o relatório com as atividades, pois disseram que estavam muito atarefados com avaliações de final de bimestre, diários e planejamentos, etc. Ficou combinado então que os mesmos me entregassem na semana seguinte o que foi proposto no último encontro para não acumular atividades para o portifólio.
Após concluir esta parte assistimos ao vídeo: Os Sete Saberes Necessários (Edigar moran) e discutimos sobre o mesmo. Em seguida passei um slide da TP3 – Gêneros e Tipos Textuais com explanação e exemplos diversos. Os professores só ficaram um pouco alheios ao tipo injuntivo e preditivo, pois o conceito e a vivencia os mesmos tem no seu cotidiano.
Vimos depois o vídeo: Aprender a aprender onde cada um fez uma reflexão sobre o assunto.
Demos uma pausa para o almoço e retornamos as 13:00 h para dar continuidade nos nossos trabalhos.
Fizemos uma reflexão com o texto: Os que fazem à diferença e a música Palavras (Titãs) com Slide e letra impressa da música.
Dei uma passada rápida no Guia Geral para sanar possíveis dúvidas, inclusive dos novos cursistas que aderiram ao programa e passamos para a análise da TP3 – Unid. 11 e 12. Concluída essa parte passamos para uma atividade em grupo sobre transposição de gêneros. Distribui vários gêneros textuais em uma cesta para os grupos e os mesmos escolheram um para fazer a transposição. Durante a apresentação um deles o que ficou por último disse que teve muita dificuldade no desenvolvimento da atividade, pois se colocaram no papel do aluno em sala e que muitas vezes pedem uma atividade e nem querem saber se os mesmos vão ou não conseguir desenvolvê-la, acham que é fácil e que os alunos devem desenvolver sem questionamentos. Foi um momento de reflexão para todos.
Os cursistas gostaram muito de trabalhar com a transposição de gênero, pois tem muito material em casa, na escola e não sabiam como usá-lo. Dei a sugestão da confecção do envelope da linguagem e os mesmos disseram que no próximo encontro vão trazer materiais diversos (caixas de tamanhos diferentes, envelope grande de papel ou tnt, papel colorido, e.v.a, etc.) para a confecção do mesmo.
Como atividade para o próximo encontro:
- Trazer o trabalho realizado com os alunos (produção, fotos, relatórios) da TP3 – Unid. 11 e 12;
- Trazer o Projeto da Escola onde trabalham para estarmos juntos montando o Gestar II dentro do mesmo. O projeto da escola onde trabalham pode ser o mesmo, as atividades/metodologia diferentes (por ano) dentro do Gestar II;
- Escrever um memorial do processo de sua formação como leitor para o portifólio;
- Ler a TP4 – Unid. 13 e 14.
Este espaço é destinado a postagens e trocas de experiências vividas e desenvolvidas no GESTAR II -LÍNGUA PORTUGUESA.
Nioaque
A cidade das Vogais
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
SEGUNDO ENCONTRO DO GESTAR II EM NIOAQUE
Nioaque, 05 de abril de 2011.
SEGUNDO ENCONTRO DO GESTAR II – LÍNGUA PORTUGUESA
Nosso segundo encontro aconteceu no dia 05 de abril no espaço físico onde funcionava a antiga Câmara Municipal de Nioaque e atualmente funcionam salas do Programa SE LIGA e ACELERA (1º ao 5º Anos). Trabalhamos neste dia somente no período matutino.
Iniciamos nosso encontro com a turma específica de Língua Portuguesa com uma conversa informal onde cada um falou um pouco de si se apresentando aos demais, dizendo quais são suas expectativas em relação ao curso, pois no primeiro encontro estávamos juntos com a turma de matemática. Ouvimos uma música “Não há outro igual a você” que fala que para Deus todos nós somos únicos e especiais.
Logo após estes momentos distribui um texto reflexivo: “O menino e a flor” que fez com que cada um se lembrasse do seu tempo de criança lá na escola e também os fez refletir sobre o seu papel como professor. Fizemos então aquela atividade que nos foi passada durante a formação sobre memórias de leitura. Foi muito bom relembrar o passado. Alguns se lembraram das Olimpíadas de Língua Portuguesa que propunha uma atividade dessa e agora eles eram os alunos que tinha que relatar algum fato, foi muito bom. Cada história era lembrada com muita emoção e algumas delas deixaram marcas muito negativa na vida dos cursistas. Vamos a alguma delas: a professora Yma odeia o professor de matemática até hoje, pois o mesmo certa vez a fez ficar de castigo no milho na sala de aula só porque ela errou três respostas da tabuada que ele vivia tomando dos alunos constantemente. Ela se sentiu muito humilhada com a situação e se vingou dele passando-lhe uma rasteira num dia que havia chovido muito e o fez cair de cara na lama. Foi uma festa para ela que quase foi expulsa da escola, recebeu o castigo dos pais, mas se sentiu vingada. A professora Elaine já disse ao contrário, pois amava a professora de matemática que era muito tranquila, ensinava com carinho, falava com ela com uma atenção toda especial fazendo-lhe elogios sobre a letra e era uma pessoa muito calma e feliz. A professora Charlaine diz que se emociona quando lembra de sua professora de Língua Portuguesa das séries iniciais porque era uma pessoa muito querida por todos. A professora Ana Maria creio que seja a mais jovem da turma, pois é recém formada, cheia de sonhos, adora seus alunos do 6º ano diz que teve um trauma muito grande porque quando entrou na escola já sabia ler e escrever. Por este motivo a professora a fez mudar de sala para uma turma de seu nível e não de idade onde ela não podia usar seus materiais novos de artes, os caderninhos coloridos, atoalha para forrar a mesa, enfim tudo que uma criança sonhava em levar nos primeiros dias de aula ela não pode usar porque a sua nova professora de sala era muito rígida e disse que ela não podia usá-los. Por outro lado trás boas recordações da professora Yma que agora é sua colega de curso no Gestar, pois ela enfatizou que a mesma era muito perfeccionista, queria que os alunos todos tivessem letra bonita e os incentivava a leitura. Hoje o que ela mais gosta é de sua letra perfeita, pois diz que sua letra é muito elogiada por todos e ela deve tudo isso a professora Yma que ficou muito emocionada em ouvir uma ex-aluna falando de seu trabalho num curso onde as duas são colegas de classe. A professora Ana Paula que também foi aluna da Yma diz que adorava fazer leitura de clássicos, isso a fez uma amante da leitura. A Professora Muyara diz que tem trauma de gramática porque era obrigada a fazer muito, mais muitos exercícios mesmos. A professora Carmem diz que teve sua vida escolar muito fragmentada, pois seu pai se mudava muito e quando ela começava a gostar da escola tinha que ir para outro lugar. A professora Marilene disse que a escola funcionava na fazenda onde ela morava e o professor morava com sua família. Era um transtorno, pois naquele tempo o aluno era muito humilhado, tinha de ficar de castigo de joelhos no milho na porta da escola onde todos pudessem ver e imagine morar com um professor desses era muito desagradável. Diz que não traz boas recordações sobre essa época e que hoje embora a maioria das escolas de nosso município seja de zona rural tudo é muito moderno e os alunos e até mesmo alguns pais não dão valor. A professora Marina diz que amava estudar, pois ela ficava com uma turma de multi seriado onde estudava com os irmãos e ela como a mais velha e mais adiantada da turma recebia todos os elogios da professora que a tratava com muito amor e carinho. Já os irmãos odiavam as aulas, ela e a professora. Chegavam em casa estressados e a ela defendia a mestra. O professor Vilson traz boas lembranças de seu professor de alfabetização que tinha muito jeito e paciência com os alunos e de seu professor de magistério que lembrava este mesmo professor pela maneira como conduzia suas aulas. Já o professor Francisco Leandro é um apaixonado por tudo que se refere à educação, pois é formado em Letras, Matemática e atualmente está cursando Física. Só trás boas recordações de seu tempo de estudante. Enfim, essa conversa foi muito divertida e gerou momentos de muita descontração na turma. Alguns professores faltaram neste encontro, mas mandaram justificativas.
Passamos depois para o estudo do Guia Geral e estudo da TP3 Unid. 09 e 10 que por falta de tempo fizemos as considerações somente da unid. 09. Fizemos então um exercício prático sobre a resolução de uma problemática com o tema “Enchente” que por coincidência foi o mesmo usado no primeiro encontro de formação, pois aqui tivemos a cidade vizinha Aquidauana, vítima de uma das maiores enchentes dos últimos tempos. A atividade foi realizada em grupo e alguns professores vão fazê-la com seus alunos usando temas como Bulling e Dengue, pois estes assuntos estão dentro de seu planejamento nas escolas.
Feitas as apresentações, considerações e avaliação de como foi o encontro percebi que os cursistas estavam bastante satisfeitos e juntamente com os cursistas de Matemática que estavam na outra sala resolvemos então fazer os encontros mensais por problemas de locomoção dos professores a cada quinzena e também por falta de dispensa dos que trabalham nas escolas estaduais.
Como atividade para o próximo encontro: Leitura e análise mais uma vez do Guia Geral (para sanar possíveis dúvidas que surgirem) e TP3 unid. 09 (fazer uma biografia de alguém importante em sua vida) e Unid.10. O próximo encontro está previsto para o dia 02/05/11 o dia todo.
SEGUNDO ENCONTRO DO GESTAR II – LÍNGUA PORTUGUESA
Nosso segundo encontro aconteceu no dia 05 de abril no espaço físico onde funcionava a antiga Câmara Municipal de Nioaque e atualmente funcionam salas do Programa SE LIGA e ACELERA (1º ao 5º Anos). Trabalhamos neste dia somente no período matutino.
Iniciamos nosso encontro com a turma específica de Língua Portuguesa com uma conversa informal onde cada um falou um pouco de si se apresentando aos demais, dizendo quais são suas expectativas em relação ao curso, pois no primeiro encontro estávamos juntos com a turma de matemática. Ouvimos uma música “Não há outro igual a você” que fala que para Deus todos nós somos únicos e especiais.
Logo após estes momentos distribui um texto reflexivo: “O menino e a flor” que fez com que cada um se lembrasse do seu tempo de criança lá na escola e também os fez refletir sobre o seu papel como professor. Fizemos então aquela atividade que nos foi passada durante a formação sobre memórias de leitura. Foi muito bom relembrar o passado. Alguns se lembraram das Olimpíadas de Língua Portuguesa que propunha uma atividade dessa e agora eles eram os alunos que tinha que relatar algum fato, foi muito bom. Cada história era lembrada com muita emoção e algumas delas deixaram marcas muito negativa na vida dos cursistas. Vamos a alguma delas: a professora Yma odeia o professor de matemática até hoje, pois o mesmo certa vez a fez ficar de castigo no milho na sala de aula só porque ela errou três respostas da tabuada que ele vivia tomando dos alunos constantemente. Ela se sentiu muito humilhada com a situação e se vingou dele passando-lhe uma rasteira num dia que havia chovido muito e o fez cair de cara na lama. Foi uma festa para ela que quase foi expulsa da escola, recebeu o castigo dos pais, mas se sentiu vingada. A professora Elaine já disse ao contrário, pois amava a professora de matemática que era muito tranquila, ensinava com carinho, falava com ela com uma atenção toda especial fazendo-lhe elogios sobre a letra e era uma pessoa muito calma e feliz. A professora Charlaine diz que se emociona quando lembra de sua professora de Língua Portuguesa das séries iniciais porque era uma pessoa muito querida por todos. A professora Ana Maria creio que seja a mais jovem da turma, pois é recém formada, cheia de sonhos, adora seus alunos do 6º ano diz que teve um trauma muito grande porque quando entrou na escola já sabia ler e escrever. Por este motivo a professora a fez mudar de sala para uma turma de seu nível e não de idade onde ela não podia usar seus materiais novos de artes, os caderninhos coloridos, atoalha para forrar a mesa, enfim tudo que uma criança sonhava em levar nos primeiros dias de aula ela não pode usar porque a sua nova professora de sala era muito rígida e disse que ela não podia usá-los. Por outro lado trás boas recordações da professora Yma que agora é sua colega de curso no Gestar, pois ela enfatizou que a mesma era muito perfeccionista, queria que os alunos todos tivessem letra bonita e os incentivava a leitura. Hoje o que ela mais gosta é de sua letra perfeita, pois diz que sua letra é muito elogiada por todos e ela deve tudo isso a professora Yma que ficou muito emocionada em ouvir uma ex-aluna falando de seu trabalho num curso onde as duas são colegas de classe. A professora Ana Paula que também foi aluna da Yma diz que adorava fazer leitura de clássicos, isso a fez uma amante da leitura. A Professora Muyara diz que tem trauma de gramática porque era obrigada a fazer muito, mais muitos exercícios mesmos. A professora Carmem diz que teve sua vida escolar muito fragmentada, pois seu pai se mudava muito e quando ela começava a gostar da escola tinha que ir para outro lugar. A professora Marilene disse que a escola funcionava na fazenda onde ela morava e o professor morava com sua família. Era um transtorno, pois naquele tempo o aluno era muito humilhado, tinha de ficar de castigo de joelhos no milho na porta da escola onde todos pudessem ver e imagine morar com um professor desses era muito desagradável. Diz que não traz boas recordações sobre essa época e que hoje embora a maioria das escolas de nosso município seja de zona rural tudo é muito moderno e os alunos e até mesmo alguns pais não dão valor. A professora Marina diz que amava estudar, pois ela ficava com uma turma de multi seriado onde estudava com os irmãos e ela como a mais velha e mais adiantada da turma recebia todos os elogios da professora que a tratava com muito amor e carinho. Já os irmãos odiavam as aulas, ela e a professora. Chegavam em casa estressados e a ela defendia a mestra. O professor Vilson traz boas lembranças de seu professor de alfabetização que tinha muito jeito e paciência com os alunos e de seu professor de magistério que lembrava este mesmo professor pela maneira como conduzia suas aulas. Já o professor Francisco Leandro é um apaixonado por tudo que se refere à educação, pois é formado em Letras, Matemática e atualmente está cursando Física. Só trás boas recordações de seu tempo de estudante. Enfim, essa conversa foi muito divertida e gerou momentos de muita descontração na turma. Alguns professores faltaram neste encontro, mas mandaram justificativas.
Passamos depois para o estudo do Guia Geral e estudo da TP3 Unid. 09 e 10 que por falta de tempo fizemos as considerações somente da unid. 09. Fizemos então um exercício prático sobre a resolução de uma problemática com o tema “Enchente” que por coincidência foi o mesmo usado no primeiro encontro de formação, pois aqui tivemos a cidade vizinha Aquidauana, vítima de uma das maiores enchentes dos últimos tempos. A atividade foi realizada em grupo e alguns professores vão fazê-la com seus alunos usando temas como Bulling e Dengue, pois estes assuntos estão dentro de seu planejamento nas escolas.
Feitas as apresentações, considerações e avaliação de como foi o encontro percebi que os cursistas estavam bastante satisfeitos e juntamente com os cursistas de Matemática que estavam na outra sala resolvemos então fazer os encontros mensais por problemas de locomoção dos professores a cada quinzena e também por falta de dispensa dos que trabalham nas escolas estaduais.
Como atividade para o próximo encontro: Leitura e análise mais uma vez do Guia Geral (para sanar possíveis dúvidas que surgirem) e TP3 unid. 09 (fazer uma biografia de alguém importante em sua vida) e Unid.10. O próximo encontro está previsto para o dia 02/05/11 o dia todo.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
PRIMEIRO ENCONTRO DO GESTAR II EM NIOAQUE
Nioaque, 25 de Março de 2011.
PRIMEIRO ENCONTRO DO GESTAR II EM NIOAQUE
Depois de uma longa espera, enfim conseguimos dar inicio ao Gestar II em Nioaque no dia 25 de março de 2011. Tivemos alguns imprevistos como à chuva em nossa região e o difícil acesso dos professores das escolas uma vez que as mesmas são em sua maioria da zona rural.
Outro empecilho foi à demora dos materiais. Recebemos os kits somente após o carnaval e aproveitamos o espaço de revisão no transporte escolar nos dias 24 e 25 de março e marcamos então para uma dessas datas o encontro para que não houvesse mais uma parada em seguida nas escolas.
A expectativa dos professores era muito grande, pois a maioria nunca havia feito um curso voltado para as suas áreas especificas e todos estavam muito ansiosos assim como nós na repercussão do programa.
Iniciamos o nosso encontro com um café da manhã e logo após com a fala da Profª. Deuza, nossa coordenadora que deu as boas vindas a todos e nos apresentou como tutores do programa. Alguns professores já nos eram conhecidos outros não. Neste primeiro encontro fizemos juntos com os professores de Matemática e Língua Portuguesa.
Fizemos à dinâmica “Quem sou eu?” e cada um falou um pouco de si. Contou sua experiência como educador, tempo de trabalho, onde já atuou além de ser professor e o mais emocionante de todos os relatos foi o de um jovem que assumiu uma sala multianual do 6º ao 9º ano que disse: “Tenho um sonho realizado: sou professor.” Todos os presentes se emocionaram muito com ele, pois ainda é possível sim crer e acreditar que a educação é o melhor caminho. Ainda existem muitos jovens que sonham com um mundo melhor e acham que podem dar sua contribuição através da educação.
Ouvimos logo após essa socialização e momento de confraternização a música “Deus te quer sorrindo” (Padre Marcelo e Belo). Vimos e ouvimos em power point. Foi um momento muito lindo, alguns até choraram. Logo após, vimos o vídeo “Sabor e Saber” e houve o momento em que a grande maioria falou um pouco sobre ele.
Apresentamos o Programa nos detalhes, distribuímos os kits para que fizessem à conferência dos mesmos e ver se havia algum erro. Sanadas as dúvidas cada tutor apresentou seu programa de trabalho no Gestar e marcamos o próximo encontro.
Em Língua Portuguesa ficou como tarefa leitura e análise da TP3, Unid. 09 e 10.
Vale ressaltar que além dos kits do Gestar todos os cursistas receberam uma pasta decorada e um bloco de anotações personalizado como presente neste nosso primeiro encontro.
Passado o frio na barriga e a expectativa desse primeiro encontro ter sido muito boa, o Gestar teve inicio em Nioaque com uma boa repercussão.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
RELATO DA SEMANA (GESTAR II)
No início da semana de apresentação do Programa Gestar II confesso que achei bem complicado todo aquele assunto sobre as TPs e tudo mais. Logo pude perceber que é possível sim desenvolver um projeto interessante com os cursistas em prol de uma educaçãode mais qualidade.
Já na apresentação do programa e nas trocas de experiências já vividas por alguns dos colegas pude perceber que a qualidade na educação é igual para todos independente de onde moramos. O que é preciso fazer é mudar nossa visão estereotipada que desde o início da nossa formação como indivíduos de escola esta enraizada dentro de nós.
Pude analisar a série de gêneros textuais que tenho acesso e nem me dava conta de como poderia ser trabalhado em sala de aula. O meu maior defeito é ser perfeccionista. Gosto sempre de tudo muito bem feito, não deixo meus alunos fazerem um carataz por exemplo sem antes ou depois eu ir até lá e fazer as modificações para que fique melhor. Passei por essa experência após o curos do Gestar II na semana seuinte que retornei para sala de aula. Como já disse por i-mail as aulas aqui em Nioaque começaram em março e o término foi no dia 17/12/10.
Aconteceu que no nosso livro didático (6º Ano) havia uma sugestão de produção de texto sobre os efeitos nocivos do sol durante o verão. Pois bem, eu parei, pensei um pouco e conversei com a turma sobre as vantagens e desvantagens que o sol proporciona. Imediatamente eles começaram a falara sobre a Dengue e veja bem, um assunto puxou outro e eu propus que fizéssemos então em grupo (eles são 11 alunos na turma) um cartaz ilustrativo sobre a Dengue para colocar em exposição na escola. Nossa como eu me surpreendi com a turma, pois eles são os "piores alunos" da escola em questão de indisciplina. Ninguém gosta de ir dar aula no 6º Ano, porém neste dia eles se sentiram utéis. Um buscou o papel manilha na secretaria, o outro pegou sulfite, cola, tesoura e cada um deles escreveu uma frase e fez um desenho ilustrando a mensagem sobre os perigos da proliferação do mosquito da Dengue. Eles ficaram quietos de dar medo e muito felizes na hora de expor o trabalho na escola. Cuidaram tanto do cartaz que na hora do recreio ninguém podia por a mão, pois era apenas para ler e entender a mensagem. Passados uns dois dias veio um aluno e falou : "Professora rasgaram um pedaço do nosso cartaz, aposto que foram as crianças do 1º Ano aqueles invejosos. Esse foi o primeiro e o único cartaz que fizemos durante o ano e os alunos ainda estragam". Confesso que levei um choque e pude perceber o quanto é importante o aluno fazer parte do meio, pois o cuidado que eles tiveram com aquele simples cartaz me emocionou muito e já sinto que dentro de mim alguma coisa mudou a partir do olhar diferente que estou tendo com os gêneros textuais na vida de meus alunos. Espero poder levar a mensagem principal do Gestar II aos meus cursistas para que eles também possam fazer a diferença.
Já na apresentação do programa e nas trocas de experiências já vividas por alguns dos colegas pude perceber que a qualidade na educação é igual para todos independente de onde moramos. O que é preciso fazer é mudar nossa visão estereotipada que desde o início da nossa formação como indivíduos de escola esta enraizada dentro de nós.
Pude analisar a série de gêneros textuais que tenho acesso e nem me dava conta de como poderia ser trabalhado em sala de aula. O meu maior defeito é ser perfeccionista. Gosto sempre de tudo muito bem feito, não deixo meus alunos fazerem um carataz por exemplo sem antes ou depois eu ir até lá e fazer as modificações para que fique melhor. Passei por essa experência após o curos do Gestar II na semana seuinte que retornei para sala de aula. Como já disse por i-mail as aulas aqui em Nioaque começaram em março e o término foi no dia 17/12/10.
Aconteceu que no nosso livro didático (6º Ano) havia uma sugestão de produção de texto sobre os efeitos nocivos do sol durante o verão. Pois bem, eu parei, pensei um pouco e conversei com a turma sobre as vantagens e desvantagens que o sol proporciona. Imediatamente eles começaram a falara sobre a Dengue e veja bem, um assunto puxou outro e eu propus que fizéssemos então em grupo (eles são 11 alunos na turma) um cartaz ilustrativo sobre a Dengue para colocar em exposição na escola. Nossa como eu me surpreendi com a turma, pois eles são os "piores alunos" da escola em questão de indisciplina. Ninguém gosta de ir dar aula no 6º Ano, porém neste dia eles se sentiram utéis. Um buscou o papel manilha na secretaria, o outro pegou sulfite, cola, tesoura e cada um deles escreveu uma frase e fez um desenho ilustrando a mensagem sobre os perigos da proliferação do mosquito da Dengue. Eles ficaram quietos de dar medo e muito felizes na hora de expor o trabalho na escola. Cuidaram tanto do cartaz que na hora do recreio ninguém podia por a mão, pois era apenas para ler e entender a mensagem. Passados uns dois dias veio um aluno e falou : "Professora rasgaram um pedaço do nosso cartaz, aposto que foram as crianças do 1º Ano aqueles invejosos. Esse foi o primeiro e o único cartaz que fizemos durante o ano e os alunos ainda estragam". Confesso que levei um choque e pude perceber o quanto é importante o aluno fazer parte do meio, pois o cuidado que eles tiveram com aquele simples cartaz me emocionou muito e já sinto que dentro de mim alguma coisa mudou a partir do olhar diferente que estou tendo com os gêneros textuais na vida de meus alunos. Espero poder levar a mensagem principal do Gestar II aos meus cursistas para que eles também possam fazer a diferença.
EU E O MEU PROCESSO DE LEITURA
Meu primeiro contato com o mundo da leitura se deu nas séries iniciais quando uma professora, álias a professora que ficou guardada na minha memória nos estimulou a fazer leituras de clássicos, fábulas, pequenos contos, enfim tudo que estivesse ligado ao universo das palavras e onde a imaginação pudesse chegar.
A querida professora Matilde Leite, hoje já tem quase 80 anos e é uma pessoa que gosto muito e sempre que a encontro me lembro de como eram boas suas aulas de Língua Portuguesa. Ela era muito exigente, porém ensinou-me a ter disciplina e valores que até hoje me lembro com atenção.
Lembro-me de um um texto "A casa de Mazalu" que contava a história de um sapo que tinha vergonha de dizer aos seus amigos que morava no fundo de uma lagoa. Lembro-me que nós na 4ª série (hoje 5º Ano) refletíamos muito na atitude dele e nos colocávamos no lugar da personagem, principalmente eu que morava num lugar que todos os anos tinha enchentes. Nossa era uma texto lindo que tinha uma mensagem maravailhosa. Até hoje me emociono quando me lembro dele.
Outros contatos com a leitura que me influenciaram a ser professora de Língua Portuguesa foram as obras de Monteiro Lobato. Nunca me esqueço que na época da escola cada um tinha que ler pelo menos um livro durante o ano e contar para a turma sobre o que era o assunto do mesmo. Eu sempre gostei muito de ler e escrever poesias. Li praticamente todos os livros de Lobato que havia na biblioteca da escola. Nas férias emprestava livros na biblioteca municipal ou pegava um livro emprestado para devolver assim que começassem as aulas. Um livro que marcou muito a minha infância foi "Emília no país da gramática", pois em uma parte do livro existe o cemitério das letras. Neste lugar se encontram todas as letrinhas que supostamente escrevemos errado e apagamos. É muito divertido ver a bonca de pano conversando e sentindo dó das pobres letras que ficaram ali isoladas das outras por ter alguns problemas e até hoje quando uso a borracha num texto ou escrevo algo errado e preciso apagar me lembro da história do livro e imagino que essas palavras vão para aquele lugar.
Hoje no meu processo pedagógico procuro influenciar meu alunos a desenvolverem o gosto pela leitura. Sempre estimulo os alunos começando a contar parte da história de um livro e deixando-os curiosos para saber o final da história. No projeto "Grande Leitores" desenvolvido na escola municipal Edson Borck Rocha onde trabalho sempre procuro fazer algo voltado sobre as personagens de Monteiro Lobato. Fazemos apresentações culturais e os alunos se identificam muito com o universo do Sítio do Pica pau Amarelo uma vez que os mesmos moram no campo.
Amo ler e acredito que só é possível mudar e melhorar a educação a partir da leitura. E como já dizia Lobato: "Um país se faz com homens e livros".
A querida professora Matilde Leite, hoje já tem quase 80 anos e é uma pessoa que gosto muito e sempre que a encontro me lembro de como eram boas suas aulas de Língua Portuguesa. Ela era muito exigente, porém ensinou-me a ter disciplina e valores que até hoje me lembro com atenção.
Lembro-me de um um texto "A casa de Mazalu" que contava a história de um sapo que tinha vergonha de dizer aos seus amigos que morava no fundo de uma lagoa. Lembro-me que nós na 4ª série (hoje 5º Ano) refletíamos muito na atitude dele e nos colocávamos no lugar da personagem, principalmente eu que morava num lugar que todos os anos tinha enchentes. Nossa era uma texto lindo que tinha uma mensagem maravailhosa. Até hoje me emociono quando me lembro dele.
Outros contatos com a leitura que me influenciaram a ser professora de Língua Portuguesa foram as obras de Monteiro Lobato. Nunca me esqueço que na época da escola cada um tinha que ler pelo menos um livro durante o ano e contar para a turma sobre o que era o assunto do mesmo. Eu sempre gostei muito de ler e escrever poesias. Li praticamente todos os livros de Lobato que havia na biblioteca da escola. Nas férias emprestava livros na biblioteca municipal ou pegava um livro emprestado para devolver assim que começassem as aulas. Um livro que marcou muito a minha infância foi "Emília no país da gramática", pois em uma parte do livro existe o cemitério das letras. Neste lugar se encontram todas as letrinhas que supostamente escrevemos errado e apagamos. É muito divertido ver a bonca de pano conversando e sentindo dó das pobres letras que ficaram ali isoladas das outras por ter alguns problemas e até hoje quando uso a borracha num texto ou escrevo algo errado e preciso apagar me lembro da história do livro e imagino que essas palavras vão para aquele lugar.
Hoje no meu processo pedagógico procuro influenciar meu alunos a desenvolverem o gosto pela leitura. Sempre estimulo os alunos começando a contar parte da história de um livro e deixando-os curiosos para saber o final da história. No projeto "Grande Leitores" desenvolvido na escola municipal Edson Borck Rocha onde trabalho sempre procuro fazer algo voltado sobre as personagens de Monteiro Lobato. Fazemos apresentações culturais e os alunos se identificam muito com o universo do Sítio do Pica pau Amarelo uma vez que os mesmos moram no campo.
Amo ler e acredito que só é possível mudar e melhorar a educação a partir da leitura. E como já dizia Lobato: "Um país se faz com homens e livros".
Assinar:
Postagens (Atom)